Dor no quadril e bursite trocantérica

05.03.2015

O termo síndrome da dor trocantérica pode ser desconhecido para alguns corredores, mas certamente o incômodo ao deitar-se de lado sobre o osso lateral do quadril já fez parte da vida de muitos deles.

A bursa é um saco preenchido por líquido que atua como uma almofada lubrificante de amortecimento em volta de uma articulação. No quadril ela se localiza entre o osso trocânter e uma camada fibrosa conhecida como tensor da fáscia lata, que age em conjunto com o músculo glúteo médio para estabilizar o quadril.

Atividades que envolvem movimentos repetitivos de flexão e extensão do quadril, como corrida e ciclismo, geram aumento da fricção do trocânter maior com o tensor da fáscia lata, comprimindo a bursa. Esta sobrecarga pode gerar bursite, tendinopatia dos músculos glúteo médio e mínimo e estalidos dolorosos no quadril.

Os principais sintomas desta síndrome são: dor localizada na região lateral do quadril ao palpar a região, deitar-se sobre o lado afetado, permanecer muito tempo em pé, cruzar as pernas, subir e descer escadas ou durante a prática esportiva. Em casos mais crônicos pode ter irradiação para a coxa e incomodar mesmo ao repouso.

As causas podem ser traumáticas (queda ou contato brusco contra algum objeto) ou por microtraumas de repetição. Fatores como encurtamento de tensor da fáscia lata, fraqueza muscular de glúteo médio e máximo, valgo dinâmico de joelho, discrepância entre membros também podem contribuir para o aparecimento da síndrome.

O diagnóstico geralmente é clínico e o tratamento conservador. A fisioterapia pode auxiliar o tratamento com técnicas de terapia manual, eletrotermofototerapia, liberação miofascial, alongamento, fortalecimento muscular, treino sensório motor e correção biomecânica.

Algumas medidas simples podem reduzir os sintomas e inflamação: evitar dormir sobre o lado afetado, evitar o tensionamento dormindo com um travesseiro entre os membros inferiores, não cruzar as pernas e modificar as atividades esportivas. Seguem algumas dicas para reduzir o desconforto. Se persistirem os sintomas, procure a avaliação de um profissional.

Bons treinos e até a próxima semana.

05.03.2015.2

Andreza 2015

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um comentário

  1. Sidnei Falaschi · · Responder

    Top, sempre ajudando!

    Curtido por 1 pessoa

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