A primeira Ultramaratona (56km)

Quando comecei a correr, sempre achei legal as longas distâncias. Na época, achava que o máximo que se conseguia chegar era uma maratona. Bobinha eu! ahahaha.

Um ano de corrida fiz minha primeira prova de montanha, e foi amor a primeira vista. Me apaixonei pela dificuldade do percurso e pelo visual, que transformavam a corrida em algo muito mais significativo pra mim do que simplesmente bater um tempo específico.

Estudando sobre, comecei a me familiarizar com as ultramaratonas e vi que era ali que meu desafio estava. Na época? o máximo que eu tinha corrido era 21km. 6 meses depois da minha primeira prova de 21, fui para os 56km.

O treinamento para a Inconfidentes Rei e Rainha serra de minas foi muito puxado! Longos que eu nunca tinha feito na vida (olhar a rodagem do final de semana com mais de 4 horas já me fazia tremer). Mas sabia que era aquilo que eu queria fazer, mesmo todo mundo me dizendo que eu não devia correr uma ultra nessa idade, ou por que eu ainda não tinha feito nenhuma maratona, ou qualquer outra coisa do tipo pra tentar me desmotivar.

Aconselho as pessoas a fazerem o que eu fiz? Nunca. Acho que isso é uma decisão pessoal que implica em diversos onus. Mas eu fui lá e fiz. Por que era meu sonho, e por que queria chegar no meu limite.

Não vou dizer que a prova foi perfeita, por que não foi. Tomei MUITO na cabeça com coisas básicas, e tenho certeza que a companhia durante toda a prova do meu amigo Deco, que é mais do que experiente em ultras, fez toda a diferença.

Algumas coisas que deram errado:

Torci meu pé feio no km 15;
Meu treino não teve subidas suficientes pra essa prova, e ela tem mais de 2.000m de ganho de altitude;
Levei só suplementação doce;
Fiz um isotônico natural, esqueci de coar, não conseguia beber por que não passava no cano da mochila;(Sim, pode rir da minha cara)
O calor da prova estava muito mais forte do que eu estava preparada.

A agua acabou no percurso, tivemos que pedir agua para um morador local.

A questão é que a minha pressão baixa combinada com o calor, mais a falta de preparo para as subidas deixou minha prova MUITO mais difícil. A, e mais uma coisa: foi ali que eu percebi que prova de estradão de terra não era pra mim, eu gostava mesmo de prova de trilha, que distrai a cabeça!

Meu amigo não reclamou um A da minha velocidade de lesma, ele só ia me apoiando e me esperando, com toda a boa vontade do mundo. E eu pensei MUITO em desistir. Diversas vezes. Mas segui em frente não sei com que força.

A lição que aprendi dessa prova? Que sim, eu consigo. Mas que eu nunca mais vou tão despreparada para uma prova. Sabia que eu podia ir muito melhor do que aquilo e fui na Mountain Do de julho, mas isso é história pra outro post!
Até a próxima!

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INGRID POLINI. Empresária, Ultramaratonista, Vegana e apaixonada por Nutrição.

 

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